Tuesday, October 03, 2006

 

MEDITANDO NAS CARTAS DE PAULO

Texto áureo: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele vem ( Corintios 11-20).

Favor ler 1ª Coríntios 11: 17-34
Havia divisões entre os irmãos em Corinto, e isso se refletia nas reuniões. Os ricos deixavam os pobres envergonhados e provocavam sua inveja. E mais sério ainda: a ceia estava sendo confundida com ágape (uma ceia de confraternização feita em conjunto na Igreja) e tomada indignamente por muitos. O apóstolo vale-se desta situação para recorda-lhes uma verdade que o Senhor lhe tinha revelado especialmente. A ceia do Senhor é uma santa recordação de Cristo, que se entregou por nós. É uma ceia memorável, que certamente fala ao coração de cada participante, mas também proclama a todos no mundo um fato de essencial importância: Aquele que é Senhor teve de morrer. E nós somos conclamados a anunciar esta morte do Senhor até o Seu retorno. Devemos fazê-lo tal como fomos instruídos, mediante essa linguagem tão nobre e ao mesmo tempo tão simples.
Por fim, esse memorial também fala à consciência do crente, pois a morte de Cristo significa a condenação do pecado. Tomar a ceia sem antes julgar a nós mesmos nos expõe aos efeitos dessa condenação (ainda que somente durante nossa vida neste mundo). Isso explicava a fraqueza de muitas pessoas em Corinto ( e talvez entre nós), as doenças e a morte que alcançaram alguns (v.30). Mas o temor não deve manter-nos afastados da ceia (v.28). Antes, esse temor deve e pode associar-se a um ardente amor para com Aquele que disse: “Fazei isto em memória de min” (vv.24-25).

Texto áureo: E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos (1ª Coríntios 12:6).
Favor ler 1ª Coríntios 12:1-13

Ao falar nas reuniões da igreja o apóstolo deu prioridade à celebração da ceia (11:20-34). Somente depois é que ele trata dos dons e ministérios visando a edificação . Não esqueçamos que a reunião de adoração é a mais importante de todas as nossas reuniões.
Paulo relembra a esses antigos idólatras que eles foram outrora enganados por espíritos satânicos (v.2). Que diferença ! Agora é o Espírito de Deus que os dirige, agindo neles “como lhe apraz”, através dos dons que Ele lhes dá (v.11). O apóstolo enumera esses dons, enfatizando que eles são dados “visando a um fim proveitoso” (v.7). E, para ilustrar a unidade da igreja e a diversidade de ministérios, Paulo toma o exemplo do corpo humano: mesmo sendo composto de muitos membros e órgãos – nenhum dos quais pode funcionar sem os demais - , constitui um único organismo dirigido por uma única vontade: a que a cabeça transmite a cada membro. Assim é o corpo de Cristo. Ainda que formado por muitos membros (todos os crentes que existem), é governado por um só Espírito para acatar a uma só vontade: a do Senhor, que é o “Cabeça" (Efésios 4:15-16). Não devemos, pois, escolher nossa atividade nem o lugar aonde vamos exercê-la (v.11), uma vez que “Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve” (v.18).
BOA SEMENTE 2000 8

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